Quem não deve não teme - Repondo a verdade



 

A titulo de esclarecimento a opinião publica, venho manifestar minha indignação e repor a verdade, quanto a matéria `ONG´s do Acre proibidas de firmar convênios com o governo federal movimentaram mais de R$ 18 milhões antes da inadimplência,` no qual sou citado como inadiplente do Convenio UNI/FUNASA.

 

Pessoalmente nunca deixei de acreditar na justiça divina, pois a nossa justiça humana, é muita injusta e cruel com quem verdadeiramente defende a verdade, a ética, a moral e a vida.

 

Esse embrolio da UNI, sucedeu, depois que eu tinha voltado dos Estados Unidos em 2001, depois de passar 5 anos estudando e trabalhando por aquelas terras. Era jovem sonhador, tinha voltado super inspirado e com vontade de moralizar o movimento indígena, para que a voz indígena não se calasse diante das injustiças sociais que eram cometidas naquela época.

 

Por um ato de bravata e heroísmo, em 2004, junto com outras lideranças indígenas, resolvemos pedir o afastamento de toda coordenação da União das Nações Indígena do Acre e Sudoeste do Amazonas – UNI, que estava envolvida no escândalo do convenio UNI/FUNASA  para responder o processo, enquanto pudéssemos organizar uma assembléia que pudesse moralizar o movimento indígena. De boa vontade aceitei fazer parte de uma comissão provisória para organizar o movimento indígena.

 

Juntamente com a comissão provisória trabalhamos e organizamos uma assembléia, e repassamos para a coordenação todo o trabalho que tínhamos feito durante o tempo que ficamos como comissão provisório. Para minha surpresa, meses depois todo o processo da UNI virou-se contra mim.. Nunca fiz parte da coordenação da UNI, nunca assinei nenhum convenio, nunca assinei um único cheque, nunca peguei um centavo do convenio UNI/FUNASA.  Não surupiei o herario publico, ou dinheiro destinado a saúde indígena. Para minha surpresa, meses depois todo o processo da UNI virou-se contra mim, como se eu tivesse sido a pessoa responsável pela gestão do projeto. Não carrego nenhuma culpa comigo de ter surupiado o herario publico, ou dinheiro destinado a saúde indígena.

 

O convenio UNI/FUNASA, foi celebrado 1999 e tinha como objetivo levar o saneamento de saúde e prestar serviços de saúde básica a população indígena. No entanto, em apenas 04 anos de existência este convênio acabou se transformando num grande simbolo da desestruturação do movimento indígena, onde perdeu credibilidade diante das lideranças indígenas, organizações governamentais e não-governamentias, acarretando no fechamento total da sede e do próprio movimento indígena UNI/AC.

 

Em 2004 houve a dissolução do movimento indígena devido aos   grandes problemas ocasionado na execussão do convênio UNI/FUNASA.  A Uni, deixou-se levar pela FUNASA, que utilizou de má fé de nossas lideranças para empurrar o movimento indígena num colapso total,  até os dias atuais, lideranças indígenas são convocados para prestar depoimento na Policia Federal, enquanto que os funcionários da FUNASA, nunca foram convocados, nem tão pouco a FUNASA, sofreu algum tipo de intervenção.

 

Na época em que o Convenio UNI FUNASA, era celebrado, eu estava estudando e trabalhando nos Estados Unidos. Retornei ao meu querido Acre e Brasil em 2001. Logo que cheguei de viagem, me dediquei exclusivamente em prol do meu povo Yawanawa, enquanto isso acompanhei apenas de longe os inúmeros problemas que enfrentava o convenio.

 

Quem não deve, não teme. Por isso, sinto o ar da brisa tocar na minha face com o ar de liberdade de falar e opinar sobre qualquer coisa na hora que achar necessário. Tenho endereço fixo em Rio Branco e na aldeia Mutum. Tenho um povo e um trabalho sério que desenvolvo há 12 anos, o projeto de desenvolvimento socioeconômico Yawanawá. Subo o Rio Gregório parando nas aldeias, reunindo com meu povo, discutindo nossos problemas e tentando encontrar uma solução para a coletividade. Aqui em Rio Branco , vocês me encontram na minha casa ou mesmo nas ruas da cidade, andando de sandálias havaianas, saudando um amigo aqui e outro acolá. Não devo nada a ninguém e nem ninguém me deve nada. Assim desfruto a cada minuto desses lugares como se o amanhã fosse hoje. Livre. Sem amarras. Sem medo. Desfruto da confiança de muita gente que me conhece bem pelo que sou e não pelo que falam de mim.

 

Como de praxe, minha participação no movimento indigena tem sido sempre ferrenha em defesa de nossos direitos. Nunca recebi nada por isto, quem me conhece sabe disto. Não vendo minha alma, minha dignidade e integridade por a troco de dinheiro e bens materiais. Nunca  objeto de manobra ou disposto a venda. Falo por mim, os outros falam por eles.

 

A justica deveria mesmo era procurar os verdadeiros culpados, alias e uma voz entre o povo indigena que nao quer se calar, que se faca justica, que por conta dessa bandidagem muitos indigenas morreram por falta de assistencia de saude.

 

Respeitosamente,

 

Joaquim Tashka Yawanawa

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