Temos que lutar pela verdade, mesmo que seja contra nossas próprias vontades e vaidades

 

Tenho acompanhado pela redes sociais, o encontro organizado por algumas organizações ambientalistas Californiana sobre o REDD. Para a surpresa de muitas organizações indígenas que estão nesse momento organizando seminários e encontros para debater o tema para  entender o sistema, a discurssao na Califórnia se pautou no NO REDD.  Nada contra quem são a favor ou quem são contra.. atualmente minha posição e neutral, quero entender melhor, para não tomar nenhum decisão precipitada que possa comprometer o futuro do meu povo de nosso planeta.

Esssa discurssao ta parecendo muito com a visão missionária, de que, quem for a favor vai para o inferno, quem for contra vai para o ceu. Acho que essa galera, andam lendo demais o livro de Alex Polares, o qual ele troglodita, com as palavras de João Batista, em vez de A Voz que Clama no Deserto, ele diz A Voz que Clama na Floresta. De dois lados, temos pessoas cooptadas com a missão de converter comunidades tradicionais em adeptos REDD, assim como temos os que são contra que pregam o terrorismo e o fim do mundo caso alguém se arrisque a falar que e a favor dos projetos de REDD.

Pessoalmente prefiro me aconchegar numa REDE numa assoalho de paxiuba e sentir a brisa fresca do ar tocar na minha cara.. Prefiro não ir nem pro céu e nem para o inferno, mais de lutar aqui  naterra e fazer daqui o nosso paraíso. AS UTOPIAS  não podem morrer.

Tiveram como expositor o Jose Carmelio Niinawa – presidente da Federação Hunikui.  Para minha surpresa vi uma entrevista do Niinawa na semana passada, no qual ele afirmava veemente que as demarcações das terras indígenas do Acre, estão paralisadas por conta dos projetos de REDD. Com esta afirmação Niinawa tira toda a culpa da bancada ruralista, dos projetos de mineração em terras indigenas,  projetos de exploração de petróleo, decreto 303 da AGU que de forma covarde e harbitraria o governo quer tirar todos os direitos dos povos indigenas conquistados ao longo da historia de nosso pais, etc...  Na hipótese de o REDD ser um dos causadores da paralisação das demarcações das terras indigenas. poderíamos dizer que existem `otras cositas a mas`.

Novamente vejo em entrevista recente onde afirma que estavas sendo ameaçado de morte por conta de esta denunciando os abusos do projeto de REDD no Acre... Aqui neste pequeno Acre, nunca ouvi falar de tal ameaca.. nunca se pode deixar-se levar pela vaidade para impressionar as pessoas ou chamar atencao da mídia  inventando uma historia cabeluda como essa. E preciso ter muita responsabilidade e seriedade em fazer tais afirmacoes, para não correr o risco de perder credibilidade e  na hora que realmente precisar do espaço da Mídia, as pessoas não levarem a serio..

 

É TEMPO DE DESPERTAR


É de tempo de despertar, construir coisas novas, aprendendo com o passado.... o movimento indigena do acre, está despertando de um sono profundo. precisamos se juntar para formar A união, para formar a união precisamos juntar a todos...

Unidos pelo mesmo desejo de mudança na condução da política indígena, lideranças indígenas reuniram-se nesta semana passada e dedicaram dois dias para dsicutir o fortalecimento do movimento indígena Depois de uma reflexão em suas conquistas e derrotas e a situação atual que estão vivenciando, ficou acordado da criação de um instrumento politico indígena que possa representar e defender seus direitos junto aos organismos governamentais e não governamentais.

A criação de uma entidade de representação Jurídica e política dos povos indígenas do Acre e sul do Amazonas, começou a ser discutida nas assembléias de lideranças indígenas desde 1983.  Estes encontros  passaram a ser realizadas anualmente em Rio Branco, contando com o apoio da CPI-Acre e do CIMI, entidades indigenistas que haviam se estruturado no estado em final dos anos 70, para dar apoio aos povos indígenas. Essa mobilização pela criação do "movimento indígena" foi crescendo por um considerável número de jovens indígenas, de vários povos, chegados das aldeias em busca de estudar em escolas da capital.

Em 1986, representantes dos povos Kaxinawá, Yawanawá, Katukina, Jaminawa, Kulina, Kampa, Nukini, Poyanawa, Manchineri, Arara, Apurinã e Kaxarari, presentes à III Assembléia Indígena, decidiram pela criação da União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI), como um instrumento de defesa dos direitos indígenas sobre território, educação, saúde e outros.  Sua legalização formal veio a acontecer apenas cinco anos depois, em 1991.

O  Movimento Indígena do Acre, marcou em sua história em 20 anos de sua existência, papel importante na articulação e representação política do conjunto dos povos indígenas do Acre e sul do Amazonas; intermediou ações no âmbito de grandes programas de desenvolvimento regional; programas promovidos pelos governos estadual e federal; implementou programas de regularização e fiscalização de terras indígenas em parceria com o PPTAL, com recursos de agências e da cooperação internacionais, como também  envolveu-se na execução de programas de políticas públicas.

Em 1999 foi celebrado o convênio UNI/FUNASA,  que tinha como objetivo levar o saneamento de saúde e prestar serviços de saúde básica a população indígena. No entanto, em apenas 04 anos de existência este convênio acabou se transformando num grande simbolo da desestruturação do movimento indígena, onde perdeu credibilidade diante das lideranças indígenas, organizações governamentais e não-governamentias, acarretando no fechamento total da sede e do próprio movimento indígena UNI/AC.

Em 2004 houve a dissolução do movimento indígena devido aos   grandes problemas ocasionado na excussão do convênio UNI/FUNASA.  A Uni, deixou-se levar pela FUNASA, que utilizou de má fé de nossas lideranças para empurrar o movimento indígena num colapso total,  até os dias atuais, lideranças indígenas são convocados para prestar depoimento na Policia Federal, enquanto que os funcionários da FUNASA, nunca foram convocados, nem tão pouco a FUNASA, sofreu algum tipo de intervenção.

Durante este período tenebroso e inseguro de 2004 a 2011, as  lideranças voltaram para suas comunidades, e criaram suas próprias organizações locais e regionais como: Associações, Organizações de Categoria Profissional, Cooperativas  e confederação de povo. Isso contribuiu para que as comunidades pudessem fortalecer sua política interna e local, traçando seus próprios projetos de futuro. Hoje todas as comunidades indígenas estão fortalecidas através de suas organizações representativas, desenvolvem seus próprios projetos e mantêm parcerias de trabalho com organizações nacionais e internacionais. 

No entanto, no tocante da política de interesse comum,  a bandeira de luta coletiva dos povos indígenas deixou de existir, dando vaga políticas de governo sejam traçadas sem a participação dos povos indígenas e suas representações.

Por conta da ausência do movimento indígena, estamos vivendo um momento de retrocesso em nossa história. É inadmissível aceitar que organizações governamentais façam políticas públicas sem conhecer a nossa realidade.

O movimento indígena do Estado do Acre, já serviu como referência nacional, para outros movimentos indígenas brasileiro pela sua trajetória de lutas e conquistas, onde suas lideranças são articuladas e que possuem amplo conhecimento sobre a política indígena local, nacional e internacional e hoje não é diferente, podendo muito contribuir com as políticas públicas indígenas a serem traçadas em nosso Estado.   

A data do recomeço já está marcado... Acontecera na segunda semana de dezembro de 2012, a assembléia geral das lideranças indigenas do Acre, sudoeste do amazonas e noroeste de Rondondia, na Terra Indigena do Rio Gregorio - Aldeia Mutum - Centro Cerimonial de Curas e Terapias Yawanawa.

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