Energia Solar nas Aldeias Yawanawa


Através do apóio da Fundação Inglesa Rainforest Concern, as aldeias: Matrixã,  Sete Estrelas, Tiburcio, Escondido e Mutum receberam a energia solar em suas comunidades.

A energia solar faz parte de uma reivindicação das comunidades a Associação Sociocultural Yawanawa, que através de seus parceiros internacionais canaliza diferente apóio para os projetos sociais e econômicos para as comunidades.

A Associação Sociocultural Yawanawa, agradece o apóio da Rainforest Concern, através da pessoa do Hylton que tem sido um grande aliado nestes ultimo’s 10 anos para o povo Yawanawa. Apóio pontuais como este, tem sido importante para que a comunidade possa ter uma vida melhor na floresta, desfrutando de nossas culturas, rituais e cuidando de nosso meio ambiente.

Material sendo preparado para subir o Rio Gregório

Material sendo transportado de barco para a aldeia

Técnico Reinaldo Bento preparando a fiação para instalação

Preparando as placas a serem instaladas

Instalação das baterias

Casa com o sistema instalado

E disse Deus haja Luz e "acendeu a primeira lâmpada solar"

 

Farinhada

Prensa de massa de mandioca

Torrando farinha

 

Vida Natural

Nada de novo no Movimento Indígena em 2010 e promessa de Mudanças estão por vir

 

Como fiquei fora do ar nestes últimos meses, andei tentando me informar dos últimos acontecimentos do movimento indígena/política indígena do Acre nesta semana. O  que pude perceber, é que não existe nada de novidade, tudo parado ainda, sem perspectiva de melhora.

É preciso urgentemente trabalhar na reorganização do movimento indígena, pois com a fragmentação do representação indígena, muitas instituições e organismos estão tomando vantagens em tomar decisões que dizem respeito ao povo indígena sem nenhum tipo de consulta. Se perguntarem, posso citar algumas delas.....

Para muitos setores e organismos público, é conveniente que o movimento indígena continue desarticulado, pois assim podem se aproveitar para "deitar e rolar" sobre decisões importantes que nos dizem respeito. 

Encontrei em Tarauacá na semana passada com um velho amigo antropólogo, que acabara de chegar de uma viagem pelas  matas  habitadas pelos parentes não contactados, que me afirmou com veemência que o pior tiro, é o tiro amigo. Que estamos vivendo numa época onde muitos se dizem amigo dos povos indígenas, mais não existe nenhum tipo de respeito e aprecio pelo povo indígena. 

Já existe uma inconformidade generalizada de índios e brancos apoiadores da causa indígena, que prometem uma revira-volta na política indígena atual, caso não haja mudanças da relação institucional com as lideranças, comunidades e instituições que trabalham ao longo dos anos com o povo indígena acreano.

Pessoalmente acho cada um de nós apostamos, acreditamos e esperamos por mudanças. Só existe guerra, quando não existe diálogo, está faltando diálogo e aproximação. Estamos sentindo excluídos de tudo. Isso não pode acontecer. Será que vamos ter que agarrar nossas flechas e arcos para sermos ouvidos e respeitados? Ou em vez disso teremos que apelar para os apoiadores da causa indígena a nível internacional para sermos ouvidos? Só não pode continuar é como esta. Ventos de mudanças estão por vir.. Acho que é na crise que se encontra soluções positivas. É hora de reunificar o movimento indígena das cinzas...

Vista parcial da Aldeia Mutum na enchente do Rio Gregório

 

Centro Cerimonial de Curas e Terapias Yawanawa - NIPEI

 

Me afastei das luzes da cidade grande, do barulho, do corre- corre, da espera, da pressão e de tudo. Voltei pra aldeia para idealizar e construir um SPA/Lodge onde pudesse encontrar o silêncio, a tranquilidade, a paz e harmonia no meio da floresta. Assim, fiquei desde Dezembro de 2009, na aldeia Mutum, trabalhando com as 5 comunidades.

O espírito coletivo e de comunidade, fez com que o trabalho de 3 semanas, rendesse por meses. Trabalhei como nunca, ajudei a limpaz o local, fui cortar  madeira no mato, carreguei, ajudei a fincar a madeira no chão. Literalmente suei a camisa.

Construímos então,  uma espécie de SPA/Lodge no meio do Jardim de plantas medicinais da aldeia do Mutum do Projeto de Plantas Medicinais. Apesar de está localizado no meio da aldeia, o Jardim de plantas medicinais, é uma área preservada de aproximadamente 10 hectares de mata virgem, destinada ao plantio e o estudo de plantas medicinais do conhecimento Yawanawa. Por nunca ser desmatada, essa area transmite a sensação de está no meio da floresta.

As construções todas feitas no estilo Yawanawa, combinam a força da tradição com o contraste da floresta transmitindo um ar de harmonia do homem e natureza.

Denominamos este local como Centro Cerimonial de Curas e Terapias Yawanawa, e tem como  objetivo de servir  como o centro de intercâmbio de conhecimentos tradicionais, onde pessoas pré-selecionadas pela comunidade, de diferentes partes do mundo, que apreciem e respeitam a sabedoria milenar tradicional dos povos indígenas possam vivenciar uma semana na comunidade,  participando das cerimônias de celebração e de tratamento com plantas medicinais e reza dos pajés Yawanawa.

Tivemos a honra de receber um grupo de 15 pessoas vindo da Inglaterra passar duas semanas com o povo Yawanawa da aldeia Mutum.

O Centro não está aberto ao público, apenas se for convidado pela comunidade  e não faz parte de nenhuma rota turística.

A experiência com o grupo foi de muita interação e troca de conhecimentos. Estarei abordando mais sobre o tema.. durante a semana.

Tenha todos um bom dia

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