Viagem a Terra Indígena do Rio Gregório


Acabo de retornar de uma viagem muito inspiradora. Fiquei um tempo no mato, fazendo cerimonias,  caçando, pescando, trabalhando na roça e junto com as lideranças planejando nossas atividades para o ano de 2009. Voltei de energia renovada e com muita vontade de trabalhar e fazer muitas coisas para este ano de 2009.

Saíndo de Rio Branco, voei de avião bi-motor de carreira, de Rio Branco para Tarauacá. Em Tarauacá pernoitamos para arrumar a parte logística. Saímos de manhã cedo de carro com destino ao vilarejo de São Vicente, localizado as margens da BR-364 com direção a cidade de Cruzeiro do Sul.

Viajei junto com Clécio Velho Zé, cunhado, amigo e companheiro de luta. Saímos de São Vicente as 12:00 horas, baixo um forte sol num barco de alumínio, tipo bote, com um motor de 5 HP na polpa. O motor era muito pequeno então, quase não “empurrava” o barco. Aproveitei para curtir as praias, os troncos dos rios, os barrancos, os curves do rio, muito camaleão que caiám na água com medo do barulho do motor.

Após 30 minutos de subida, um forte chuva nos surpreendeu. Estávamos despreparados, então nos molhamos todos, inclusive nossas bagagens. Meus equipamantos (máquina fotográfica digital, camera de filmar) não molharam porque estavam numa bolsa a prova de água. No entanto, toda nossa dormida se molharam.

Aproveitei para curtir a chuva.. Tirei o chapéu de palha que estava usando para se proteger do sol, saquei a camisa de manga e levantei os braços pro céu, agradecendo pela chuva. A princípio, queria ficar aborrecido com meu cunhado por não ter trazido um plástico para a gente cobrir a bagagem.. No entanto, a chuva estva tão bonita, que resolvi abracá-la, me lembrei de um taxista de uma taxi cab de Nova York.. Em 2007, tinha saído de Philadelphia da Pensilvânia de metrô para New York.. chegamos pela manhã na Pensilvania Station e estava fazendo muito frio e uma chuva tremenda. Fiquei numa fila enorme para pegar um taxi par air ao prédio da ONU.. Fiquei mais de 30 minutos… finalmente chegou minha vez de entrar no Táxi.. Logo que entrei no taxi, fui reclamando para o taxista.. – Caramba, esta chuva logo agora, porra estou todo molhado que sacagem. O taxista com um acento árabe olhou pra mim e disse. Amigo, pelo que posso ver, você  é o único que está chateado com a chuva…. Todos demais estão feliz com a chuva… as plantas estão felizes, os rios estão felizes, os pássaros estão felizes, eu estou feliz, porque se não tivesse chovendo tu ia andando para o prédio da ONU e aí eu não teria passageiro…. Olhei para ele e comecei a rir me sentindo um idiota completo de está chatedo com a chuva.

Bom, voltando a subida de barco no Rio Gregório, finalmente chegamos no Matrixã na primeira aldeia da Terra Indígena do Rio.  Matrixã está localizado na parte da divisão da Terra Indígena do Rio Gregório pela parte  de abaixo. Chegamos morto de frio. Tivemos sorte de ter um fogo acesso na cozinha do tio Chicó, onde nos aquecemos comendo um peixe assado. 

Na aldeia Matrixã tivemos reunião pela parte da manhã com todos da comunidade.. Discutimos sobre o plano de atividades e projetos para o ano de 2009……
Vou dar continuidade nesses próximos dias……

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