Crianças Yawanawa

Passei a tarde do dia 16 de Fevereiro com as crianças Yawanawa, na aldeia Mutum, enquanto elas se pintavam para participarem das expressões culturais, jogos e brincadeiras.
As crianças participam de tudo. Elas são parte de tudo. Elas deixam nossas aldeias mais divertida e alegre.


Crianças Yawanawá pintando a cara na beria do barranco do Rio Gregório


Meninas Yawanawa posam para a foto, tendo como fundo a volta do Rio Gregório


Menina Yawanawa pintando a costa de outra menina


Crianças participando da dança do Korai nõ nõdê


Futuros guerreiros da aldeia


Pintura corporal é símbolo de afeto e carinho


Crianças em frente do Shuvo da aldeia Mutum


Desde criança aprendem a ser forte e valente

 

Energia Solar nas Aldeias Yawanawa


Através do apóio da Fundação Inglesa Rainforest Concern, as aldeias: Matrixã,  Sete Estrelas, Tiburcio, Escondido e Mutum receberam a energia solar em suas comunidades.

A energia solar faz parte de uma reivindicação das comunidades a Associação Sociocultural Yawanawa, que através de seus parceiros internacionais canaliza diferente apóio para os projetos sociais e econômicos para as comunidades.

A Associação Sociocultural Yawanawa, agradece o apóio da Rainforest Concern, através da pessoa do Hylton que tem sido um grande aliado nestes ultimo’s 10 anos para o povo Yawanawa. Apóio pontuais como este, tem sido importante para que a comunidade possa ter uma vida melhor na floresta, desfrutando de nossas culturas, rituais e cuidando de nosso meio ambiente.

Material sendo preparado para subir o Rio Gregório

Material sendo transportado de barco para a aldeia

Técnico Reinaldo Bento preparando a fiação para instalação

Preparando as placas a serem instaladas

Instalação das baterias

Casa com o sistema instalado

E disse Deus haja Luz e "acendeu a primeira lâmpada solar"

 

Farinhada

Prensa de massa de mandioca

Torrando farinha

 

Vida Natural

Nada de novo no Movimento Indígena em 2010 e promessa de Mudanças estão por vir

 

Como fiquei fora do ar nestes últimos meses, andei tentando me informar dos últimos acontecimentos do movimento indígena/política indígena do Acre nesta semana. O  que pude perceber, é que não existe nada de novidade, tudo parado ainda, sem perspectiva de melhora.

É preciso urgentemente trabalhar na reorganização do movimento indígena, pois com a fragmentação do representação indígena, muitas instituições e organismos estão tomando vantagens em tomar decisões que dizem respeito ao povo indígena sem nenhum tipo de consulta. Se perguntarem, posso citar algumas delas.....

Para muitos setores e organismos público, é conveniente que o movimento indígena continue desarticulado, pois assim podem se aproveitar para "deitar e rolar" sobre decisões importantes que nos dizem respeito. 

Encontrei em Tarauacá na semana passada com um velho amigo antropólogo, que acabara de chegar de uma viagem pelas  matas  habitadas pelos parentes não contactados, que me afirmou com veemência que o pior tiro, é o tiro amigo. Que estamos vivendo numa época onde muitos se dizem amigo dos povos indígenas, mais não existe nenhum tipo de respeito e aprecio pelo povo indígena. 

Já existe uma inconformidade generalizada de índios e brancos apoiadores da causa indígena, que prometem uma revira-volta na política indígena atual, caso não haja mudanças da relação institucional com as lideranças, comunidades e instituições que trabalham ao longo dos anos com o povo indígena acreano.

Pessoalmente acho cada um de nós apostamos, acreditamos e esperamos por mudanças. Só existe guerra, quando não existe diálogo, está faltando diálogo e aproximação. Estamos sentindo excluídos de tudo. Isso não pode acontecer. Será que vamos ter que agarrar nossas flechas e arcos para sermos ouvidos e respeitados? Ou em vez disso teremos que apelar para os apoiadores da causa indígena a nível internacional para sermos ouvidos? Só não pode continuar é como esta. Ventos de mudanças estão por vir.. Acho que é na crise que se encontra soluções positivas. É hora de reunificar o movimento indígena das cinzas...

Vista parcial da Aldeia Mutum na enchente do Rio Gregório

 

Centro Cerimonial de Curas e Terapias Yawanawa - NIPEI

 

Me afastei das luzes da cidade grande, do barulho, do corre- corre, da espera, da pressão e de tudo. Voltei pra aldeia para idealizar e construir um SPA/Lodge onde pudesse encontrar o silêncio, a tranquilidade, a paz e harmonia no meio da floresta. Assim, fiquei desde Dezembro de 2009, na aldeia Mutum, trabalhando com as 5 comunidades.

O espírito coletivo e de comunidade, fez com que o trabalho de 3 semanas, rendesse por meses. Trabalhei como nunca, ajudei a limpaz o local, fui cortar  madeira no mato, carreguei, ajudei a fincar a madeira no chão. Literalmente suei a camisa.

Construímos então,  uma espécie de SPA/Lodge no meio do Jardim de plantas medicinais da aldeia do Mutum do Projeto de Plantas Medicinais. Apesar de está localizado no meio da aldeia, o Jardim de plantas medicinais, é uma área preservada de aproximadamente 10 hectares de mata virgem, destinada ao plantio e o estudo de plantas medicinais do conhecimento Yawanawa. Por nunca ser desmatada, essa area transmite a sensação de está no meio da floresta.

As construções todas feitas no estilo Yawanawa, combinam a força da tradição com o contraste da floresta transmitindo um ar de harmonia do homem e natureza.

Denominamos este local como Centro Cerimonial de Curas e Terapias Yawanawa, e tem como  objetivo de servir  como o centro de intercâmbio de conhecimentos tradicionais, onde pessoas pré-selecionadas pela comunidade, de diferentes partes do mundo, que apreciem e respeitam a sabedoria milenar tradicional dos povos indígenas possam vivenciar uma semana na comunidade,  participando das cerimônias de celebração e de tratamento com plantas medicinais e reza dos pajés Yawanawa.

Tivemos a honra de receber um grupo de 15 pessoas vindo da Inglaterra passar duas semanas com o povo Yawanawa da aldeia Mutum.

O Centro não está aberto ao público, apenas se for convidado pela comunidade  e não faz parte de nenhuma rota turística.

A experiência com o grupo foi de muita interação e troca de conhecimentos. Estarei abordando mais sobre o tema.. durante a semana.

Tenha todos um bom dia

Saudações de boas vindas a aldeia Amparo que entrou 2010 fazendo parte da ASCY

Damos nossas cordiais bem vindas a Aldeia Amparo que agora faz parte da Associação Sociocultural Yawanawa.- ASCY A aldeia Amparo que antes fazia parte da Organização Yawanawa, hoje faz parte da ASCY. Assim todas aldeias a parti da aldeia Mutum até o término da terra indígena do Rio Gregório, fazem parte da ASCY. Ampliando assim nosso trabalho junto as comunidades Yawanawa. Fazem parte da ASCY hoje, as aldeias: Mutum, Escondido, Tiburcio, Sete Estrelas, Amparo e Matrixã

A ASCY tem como obetivo fortalecer as comunidades Yawanawa, atraves do desenvolvimento de atividades que bem visam o bem estar do povo Yawanawa e a proteção de seu habitat natural

The Independent
Friday 20 November 2009
Arthur Ewards/PA

So What do you do...?

 


The Prince of Wales talks to Chief Tashka Yawanawa from the Brazilian  rainforest at meeting of the Prince’s Rainforest Project’s, at St James’s Palace in London. The PRP was set up by Prince Charles in 2007 following pleas  from climate  change  experts  for action to be taken against tropical  deforestation. The project is working with governments and non-profit organisations  to find solutions  to the problem. The project aims  to raise  awareness  of the damage  effects of deforestation and to find  incentives  to encourage  rainforest nations  to stop  burning  down areas of valuable  forests.

 

Era uma vez no México

Acordei de um sonho que pensei que estivesse na aldeia. Ainda estava de olho fechado pensando em despertar por completo para ir ao rio “tomar”  banho matinal e seguir para casa da liderança Marizinha me encontrar com os demais no café da manhã. No entanto, houvi barulho de carro e de avião, então me dei conta de que estava na cidade e bem longe de casa. Acho que é saudades de casa.. Mesmo estando viajando estou muito ligado com a comunidade, talvés por isso meu sonho esteja ligado com a comunidade. Temos uma equipe muito boa que estão fazendo as coisas acontecer. Fico feliz que eles não preciso está sempre por perto para eles terem iniciativas e tocarem pra frente os trabalho que necessitam serem feitos.

Através de parceria com a rede Povos da Floresta, na primeira semana de Setembro será implantado a internet na aldeia Mutum, isto representa uma grande conquista no sentido de facilitar a comunicação  entre a comunidade e o mundo fora, pois apesar de nossas aldeias, está localizada no meio da floresta amazônica, fazendo parte da aldeia global. Na minha volta pro Brasil/Acre/Aldeia, estarei re-equipando as aldeias com rádio fonia para aquelas comunidade distante que não possuem internet. No entanto, usaremos a aldeia do Mutum como base e todos estarão ligados através do Rádio e da internet. Vamos re-equipar as aldeias com barco de alumínio e motor para o transporte fluvial.

Enquanto isso sigo por aqui.

Achei incrível o sentido de preservação da natureza  discutido neste Congresso Internacional de Preservação Ambiental -  Wild9, pelos cientistas, naturalistas, pesquisadores, governo, etc... ficou claro para mim que o sentido de preservação é proteger uma área contra a depredação do ser humano. É muito diferente da visão indígena, aonde a preservação é feito no sentido de continuar vivendo, tendo comida, tendo espaço e manter a vida em equilíbrio.

Sou contra qualquer iniciativa governamental, institucional ou privada, onde a preservação natural, tenha que “tirar” a presença humana do local.

Vou curtir o Sábado e o domingo com a família, pois na próxima semana embarco para Londres para encontro com  príncipe Charles e comitiva do projeto Príncipe Charles e o Projeto para as Florestas Tropicais.

Hasta pronto

Memórias do México


Minha camera deu um “piripaque” e resolveu não ligar mais. Por sorte estou com um blackberry, que não é lá muita coisa mais quebra o galho. Aliás, estou adorando meu blackberry, o qual não sinto vontade ainda trocar por um iPhone. Odéio o teclado virtual do iPhone, você aperta numa tecla e sai outra. Adoro as teclas físicas do blackberry, tudo perfeitinho. Único problema do blackberry que não é apple.

Terminou hoje o encontro internacional de preservação ambiental aqui em Mérida. Foi muito bom ter ficado essas duas semanas participando deste encontro, voltarei pra casa com mais conhecimento para compartilhar com as demais lideranças indígenas sobre esse tema.

Estou sem poder escrever muito, pois meu computador está sem a tecla A. Deixei o computador aberto para as meninas assistirem filme no hotel onde estamos hospedados. Quando voltei elas tinham sumido com uma tecla. Procurei por toda parte e não encontrei.

Deixo postado algumas fotos do encontro e da visita as pirâmides Maya de Chizén Itza


Com o presidente da Fundação Wild, Vance Martin


Com Cara da Costa Rica e o chefe indígena do Canadá Fransua


Com uma liderança indígena mexicana


Em visita as piramides Maya


Passando em frente as piramides Maya


Do lado das colunas que seguravam a estrutura dos templos sagrados


Um tour com a família toda


Luna, Cristina, Kene e Laura


Kene dando uma paradinha para um breve descanso


Figura de uma cobra venerada pelos antigos Maya's


Representação de um ser cultuado pelos Mayas


 

Desde México

Estou no México, em Mérida precisamente, desde o dia 1 deste mês de Novembro 2009. Estou participando do encontro internacional intulado “Wild09”, para a preservação do meio ambiente.

Estamos em Mérida, uma cidade situado na penísula do estado de Yucatán. Considerada como a terra dos Maya, Mérida simplismente é um lugar encantador. Aqui faz um calor tremendo, muito parecido com o clima do Acre. Vim juntamente com toda minha família, estou curtindo com a família e ao mesmo tempo participando do encontro.

O encontro está sendo organizado pela fundação Wild Foundation e o governo do México. Conheci o presidente da Fundação Wild Foundation, Vance Martin, em minha viagem a Washington DC, em Maio deste ano. Ficamos muito amigos porque tínhamos alguns  amigos em comum, como Tom Worrell e Hylton Philipson. Desde então fui convidado por Vance para vir participar desde encontro no México.

Participamos inicialmente dos primeirosd 3 dias (1 a 3) de um treinamento para conservacionistas de parques e areas protegidas. Tivemos participantes vindo do África do Sul, da Rússia, da França, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Mexico, Brasil, Hong Kong, entre outros que não me lembro nomento.  Foi muito interessante para mim, pois o conceito de areas protegidas e parques nacionais, são bem diferente de territórios indígenas. Aprendi muito com esse treinamento.

Dia 4, fomos visitar uma reserva que eles chama de Biosfera da Celestuna. Localizado há 1/6 da cidade de Mérida, a reserva da Biosfera de Celestuna, não me impressiono muito, pois já tive em lugares muito mais atrativo e bonito, como o parque da Jurema em Manaus. A grande atração, seria os Flamingos, no entanto estavam tão distante, que quando tentava tirar uma foto, pareciam tão minúsculo que desapareciam no meio da floresta. Desisti então de fazer qualquer foto. Nessa primeira parte da viagem foi meio tediante. Visitamos várias manguezais, mais nada expetacular. Nada que pudesse usar a expressão: Wow!!!

Depois de passar o dia todo em Celestum, voltamos para hotel El Castellano, de onde tínhamos saído. Tive a maldita idéia, de em vez de pegar o taxi diretamente do hotel Castellano para vir ao meu hotel, resolvi caminhar.... resumindo.. peguei uma chuva fdpt... na rua.. o pior não passava nenhum taxi, então resolvi caminhar até o meu hotel, baixo forte chuva. Cheguei todo molhado e tratei de me enxugar, antes de pegar um gripe.. Deus me livre, daí virar suína tô ferrado...

Ontem foi a reunião com as agencias governamentais. O presidente do México esteve junto com todos secretários ligado ao meio ambiente.. Era um dos convidados. Estava muito cansado, então resolvi ficar no hotel.

Hoje foi minha apresentação.. todos presentes, gostaram.. Tive 30 minutos. Minha palestra tinha como tema, a visão local e global de uma liderança indígena.

“Apesar de fazer parte de uma aldeia indígena, localizado no meio da Amazônia brasileiro, fazemos parte da aldeia global”

Na saída, me encontrei com a minha heroína, a Dr Dame Jane Goodall, que veio conversar comigo na saída da palestra. Conheci Dr, Jane, em 1999, em San Francisco na Califórnia numa conferencia, onde também, esteve presente o ex-presidente da Rússia, Michael Gorbachev. Dr Jane, é mundialmente conhecida pela dedicação de sua vida em estudos dos Chipanzés na Tanzânia. Essa senhora de passos lentos e de olhar profundo, tem  em sua bagagem uma história que inspira gerações. Foi inspirado nela o filme na Montanha dos Gorilas.  Foi um grande honrra re-encontrar esta senhora hoje a tarde.

Amanhã domingo, conferencia até meio dia e depois um tour pelas pirâmides Mayas. Hasta la vista.... (fotos, tá meio difícil. esqueci o cabo USB da minha camera em casa)

Em São Paulo

Estou em São Paulo desde Terça-feira, a caminho do México, dei uma parada em Sampa para tirar o visto no consulado Mexicano de São Paulo. São Paulo está com o céu nublado e um pouco frio, mais bom para fazer umas caminhadas, assim como fizemo com Kenemani nesta manhã de quinta-feira na av. Paulista.

Amanhã embarcamos para Mérida/Mexico de onde vamos participa de um enconcontro internacional de preservação da natureza intitulado: Wild09 - Mexico, 6-13 November 2009, Bringing the indigenous voice and story of land to the conservation dialogue.

 

Congresso Internacional de Cosméticos


Estive entre os dias 14 a 17 de Outubro em Grasse – França, participando de um Congresso Internacional de Cosméticos, a convite do
Club des Entrepreneurs du Pays de Grasse.

O congresso aconteceu na cidade de Grasse, conhecida mundialmente como a capital do perfume. A cidade francesa de Grasse, desde há muito tempo, é visitada por curiosos de todo o mundo, que vêm em busca das fragâncias das suas flores: a violeta, a rosa, a mimosa, a flor de laranjeira e, como não podia deixar de ser, o jasmim. Foi esta planta que permitiu que, esta cidade francesa fica-se detentora do titulo do centro dos perfumes.

Grasse fica perto da cidade de Nice e Cannes. Nice está localizada há 931 km de Paris uma cidade linda a beira mar, localizada no mediterrâneo,
com praias maravilhosas. Cannes, famosa pelos festivais de cinema, Cannes é um Hollywood da Europa. É aqui que se realiza anualmente no mês de Maio o Festival Internacional de Cinema de Cannes.

O Congresso reuniu os gigantes da indústria cosmética, como: L’Oreal, Chanel, Hermés, entre outros. Este é o terceiro encontro do Natural Resources Stewardship Circle. Participei do encontro anterior intitulado “Indigenous and Local Community Business and Biodiversity Consultation” entre os dias 12 a 13 de Maio de 2009, nas Nacões Unidas em Nova York.

O objetivo destes encontros é criar consciência/educar as empresas sobre os direitos inalienáveis que as comunidades tradicionais têm sobre  plantas e materiais utilizados nos perfumes.
Elaboração de um protocolo que incluem comunidades tradicionais para criação de um termo de responsabilidade denominadas de “boas práticas”, onde as e empresas se comprometem trabalhar com transparência respeitando as culturas, identidade, línguas, plantas tradicionais, medicina, manter a cultura  e suas tradições, respeitando a forma de se organizar e inspirações. Criar oportunidades comercial que visa o desenvolvimento sustentável de suas comunidades.

Muito diferente de nossa realidade, pude conviver 4 dias em Grasse, a única dificuldade que encontrei foi falar em Frances: je ne parle pas le français.
Abaixo podem acompanhar um pouco através de fotos.


Falando no congresso

Painél sobre povos indígenas

Durante a visita ao Museu Internacional de Perfume

Com amigos aborigens da Austrália

Momentos de descontração com uma liderança indígena da Bolívia

Em Cannes

Passeio por Cannes

Em frente ao Teatro onde acontecem os grandes festivais de cinema de Cannes

Desfrutando um pouco de Cannes

 

Moendo Cana

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